sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Aumento da miopia associada a níveis de educação mais elevados e mais anos de escolaridade


Pesquisadores alemães descobriram fortes evidências de que um maior nível de educação e mais anos no banco escolar são dois fatores associados a uma maior prevalência e gravidade da miopia. Publicado on-line na Ophthalmology, a revista da Academia Americana de Oftalmologia, a pesquisa é o primeiro estudo de base populacional a demonstrar que os fatores ambientais podem superar a genética no desenvolvimento da miopia.
Embora comum, a miopia tornou-se ainda mais prevalente em todo o mundo nos últimos anos e apresenta-se como um problema de saúde global em crescimento. “A alta miopia é uma das principais causas de deficiência visual e está associada com um risco maior de descolamento de retina, degeneração macular, catarata precoce e glaucoma”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
Nos Estados Unidos, a miopia afeta hoje cerca de 42% da população.  Países asiáticos desenvolvidos relatam o aumento das taxas de miopia de até 80%, a taxa de crescimento rápido sugere que os fatores ambientais desempenham um papel significativo no aumento de número de casos da doença.  Os fatores ambientais que têm sido associados à miopia são trabalhos que exigem muito da visão de perto (como a leitura ou utilização do computador), educação e viver em áreas urbanas, em comparação com as áreas rurais.
Para analisar melhor a associação entre o desenvolvimento da miopia e o fator ambiental educação, os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Mainz, Alemanha, analisaram dados de 4658 pacientes míopes com idades entre 35-74 anos, excluindo qualquer pessoa com catarata ou que tivesse feito uma cirurgia refrativa. Os resultados desse trabalho, conhecido como Gutenberg Health Study , mostram que a miopia parece tornar-se mais prevalente quando o nível de escolaridade aumenta:
·  24% dos participantes sem ensino médio ou outra formação eram míopes;
·   35% dos diplomados do ensino médio e graduados do ensino profissional eram míopes;
.  53% dos graduados universitários eram míopes.
Além dos níveis de ensino, os pesquisadores descobriram que as pessoas que passaram mais anos na escola tornaram-se mais míopes, com um agravamento da miopia a cada ano de escola.
“A prevenção para o aumento da miopia pode ser tão simples como sair de casa com mais frequência. Nos últimos anos, estudos com crianças e adolescentes, na Dinamarca e na Ásia mostram que mais tempo ao ar livre e que a exposição à luz do dia está associada com menos casos de miopia. Como os alunos parecem estar em maior risco de miopia, faz sentido incentivá-los a passar mais tempo ao ar livre como uma precaução",  defende o oftalmopediatra Fabio Pimenta de Moraes (CRM-SP 124.321), que também integra o corpo clínico do IMO.
A miopia do seu filho piora, ano após ano?
Algumas crianças que desenvolvem miopia têm uma progressão contínua da doença ao longo dos anos escolares, incluindo o ensino médio. E, enquanto os custos com os exames oftalmológicos anuais e óculos novos, a cada ano, podem ser um esforço financeiro para algumas famílias, os riscos, em longo prazo, associados com a progressão da miopia podem ser ainda maiores.
“A melhor coisa que você pode fazer para monitorar a progressão da miopia do seu filho é agendar exames oftalmológicos anuais para que o oftalmopediatra possa monitorar o quão rápido a doença está evoluindo. Muitas vezes, as crianças com miopia não se queixam sobre a sua visão, por isso não deixe de agendar exames anuais, mesmo que as crianças afirmem que estão enxergando bem”, diz Fabio Moraes.
Problemas oculares relacionados à miopia
·   Miopia e catarata: em um estudo sobre catarata e os resultados da cirurgia de catarata, realizado com coreanos com alta miopia, os pesquisadores descobriram que a catarata tende a se desenvolver mais cedo nos olhos altamente míopes, quando comparada com os olhos normais, sem a doença. E os olhos com alta miopia têm uma maior prevalência de comorbidades e complicações, como o descolamento de retina. Além disso, os resultados, após a cirurgia de catarata, não são tão bons entre altos míopes. “Em um estudo australiano com mais de 3.600 adultos com idades entre 49-97 anos, as chances de ter catarata aumentaram significativamente com o aumento da miopia. Além disso, as chances de ter um determinado tipo de catarata é duas vezes maior entre os indivíduos com alta miopia em comparação com aqueles com baixa miopia”, afirma Virgílio Centurion;
Miopia e glaucoma: a miopia - mesmo a miopia leve e moderada - tem sido associada com um aumento da prevalência de glaucoma. No mesmo estudo australiano mencionado anteriormente, o glaucoma foi encontrado em 4,2% dos míopes leves e 4,4% dos que tinham miopia moderada a elevada, em comparação com 1,5% dos que não tinham miopia.  Os autores do estudo concluíram que há uma forte relação entre miopia e glaucoma, e que os participantes míopes do estudo tinham cerca de duas a três vezes mais chances de desenvolver glaucoma do que os participantes sem miopia. “Um estudo chinês, publicado em 2007, apontou que o glaucoma está significativamente associado com a gravidade da miopia. Entre os adultos com 40 anos ou mais, as pessoas com alta miopia tinham mais que o dobro das chances de ter glaucoma do que os participantes do estudo com miopia moderada, e mais de três vezes as chances de indivíduos com miopia moderada. Em comparação com os participantes que não tinham miopia, aqueles com alta miopia tinha 4,2-7,6 % mais chances de ter glaucoma”, afirma a  oftalmologista Márcia Lucia Marques (CRM-SP 110.583), especialista em glaucoma, que também integra o corpo clínico do IMO;
    Miopia e descolamento de retina: “um estudo publicado no American Journal of Epidemiology revelou que a miopia é um claro fator de risco para o descolamento de retina. Os resultados revelaram que os pacientes com baixa miopia têm quatro vezes mais risco de descolamento de retina em comparação com os pacientes que não tem miopia. Entre os pacientes com miopia moderada e alta, o risco aumentou 10 vezes. Os autores do estudo também concluíram que quase 55% dos descolamentos de retina ocorrem em pacientes míopes”, diz a oftalmologista Roberta Velletri (CRM-SP 113.044), que também integra o corpo clínico do IMO. No estudo coreano mencionado anteriormente, entre os participantes com alta miopia, devido à forma alongada olho (miopia axial), a incidência de descolamento de retina, após a cirurgia de catarata, foi de 1,72%, em comparação com 0,28% entre os participantes com formato normal dos olhos. “Em um estudo realizado no Reino Unido sobre a incidência de descolamento de retina após a cirurgia de catarata, 2,4% dos pacientes altamente míopes desenvolveram um descolamento de retina no prazo de até sete anos, após a cirurgia de catarata, em comparação com uma incidência de 0,5-1% entre os pacientes com qualquer outro erro de refração que passaram por uma cirurgia de catarata”, informa Velletri;
    Miopia e cirurgia refrativa: muitas pessoas com alta miopia não são bons candidatos ao LASIK ou a qualquer outra cirurgia refrativa a laser. “Indivíduos altamente míopes podem, no entanto, ser bons candidatos para implante de LIO fácica ou outros procedimentos de correção da visão”, afirma Virgílio Centurion.

*MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde
Governador Geraldo Alckmin sanciona projeto de lei de autoria do deputado Feliciano Filho, que cria a  Delegacia Eletrônica de Proteção Animal

Depois de ser aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o projeto de lei 91/2016 de autoria do deputado Feliciano Filho (PSC-SP), que cria a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA), agora é lei.
Após várias manifestações nas redes sociais de protetores que esperaram ansiosamente pelo veredito final, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou hoje (06) a DEPA, uma lei que proporcionará agilidade nas denúncias e nas averiguações de crimes contra animais.
“Foi com muita alegria que recebi a notícia. A DEPA cumpre o papel do Estado de proteger nossa fauna e os nossos animais, que merecem respeito e um tratamento digno. Quem maltrata, fere ou mata um animal deve ser punido,” ressaltou o deputado Feliciano Filho, autor da matéria que agora virou lei.
A DEPA é um portal dentro do site da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, ligado às Polícias Civil e Militar, no qual qualquer pessoa poderá fazer denúncias de maus-tratos a animais, inclusive postando fotos e vídeos. Ela criará um canal único no âmbito estadual que fará a distribuição online das ocorrências diretamente às delegacias mais próximas do local dos fatos. Após completada a denúncia, a Secretaria de Segurança Pública terá até 10 dias para entrar em contato com o denunciante informando o andamento da apuração.
De acordo com o parlamentar, o portal também servirá para traçar um mapa estadual da criminalidade contra os animais, elaborando diretrizes para coibir os maus-tratos, punindo de modo exemplar quem comete esses crimes, contribuindo assim, para a diminuição da impunidade. "As estatísticas de onde estão ocorrendo os maus-tratos e os crimes servirão para direcionar a implantação de políticas públicas de conscientização, castração e identificação de animais no Estado de São Paulo,” afirmou Feliciano.

*Ricardo Viveiros & Associados

Setembro lilás: a importância do combate e prevenção do câncer nos animais

Prevenção e combate ao câncer! Homens, mulheres, idosos, jovens e até mesmo os animais. Nos últimos anos a doença se tornou uma das mais temidas, por exemplo, temos o Outubro Rosa e o Novembro Azul que servem para conscientizar as pessoas a respeito do diagnóstico precoce sobre a enfermidade. Mas o que poucos levam em conta é que o câncer também é um inimigo cada vez mais frequente em nossos amigos de quatro patas.
Por isso, a Fórmula Animal, especializada em oferecer medicamentos manipulados a animais em formas e sabores diferenciados, promove a ação Setembro Lilás, que tem como objetivo diminuir os diagnósticos da doença em animais, prolongando sua qualidade de vida, enfatizando aos donos a importância de levar o bichinho ao veterinário para consultas de rotina. ''Temos que propagar a cultura sobre a conscientização dos riscos e sobre a importância para evitar esse tipo de enfermidade, especialmente nos pets idosos que são mais propensos a terem algum tipo de tumor de mama, pele ou linfoma. Caso seja detectado em estágio inicial, ele pode ter uma vida longa, com excelente qualidade, podendo até mesmo chegar à cura'', ressalta Renata Piazera, farmacêutica da rede. A especialista aponta algumas dicas sobre como minimizar o diagnóstico nos animais:
1. Uso de protetor solar
Para prevenir um possível surgimento de câncer de pele é recomendado aplicar protetor solar, principalmente, em animais de pelagem clara, como Boxer, Dogo Argentino, Bull Terrier e Pit Bull. Além de, é claro, evitar exposições prolongadas ao sol. A ocorrência de tumores é maior em regiões que são menos pigmentadas e possuem pouco pelo, como região abdominal, orelha e nariz.
2. Realizar exames de diagnóstico em fêmeas
Recomenda-se realizar um exame de palpação de mamas em cadelas e gatas para controlar e evitar o surgimento de tumores mamários. Todas as mamas devem ser palpadas cuidadosamente, inclusive o espaço existente entre elas. Vale lembrar que as cadelas possuem cinco pares de mamas e as gatas quatro pares. Ao localizar um nódulo é necessário procurar imediatamente um veterinário de confiança para realização de exames complementares e início do tratamento.
3. Castração precoce
As fêmeas castradas antes de 01 ano de idade, têm chance reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. Além disso, a retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os seis anos de idade.

4. Fique atento a dieta do animal
A falta de nutrientes significa baixo teor de antioxidantes na dieta e esses componentes são responsáveis por prevenir o aparecimento de tumores. Por isso, a recomendação é alimentar os animais com ração própria para cães e gatos de boa qualidade, rica em ômegas 3 e 6 e outros antioxidantes, evitando oferecer restos de alimentos. A obesidade também é um risco para diabetes e doenças cardíacas.
5. Cuidado na hora da reprodução
Alguns donos têm como hábito colocar seu bichinho para reproduzir. Nesses casos é recomendado levar o pet ao veterinário para um check-up do sistema reprodutivo, assim como o parceiro dele. É recomendado evitar o cruzamento de animais domiciliados com animais de rua já que o contato sexual favorece o aparecimento de Tumor Venéreo Transmissível (TVT).
6. Pratique atividades físicas
Realizar atividades físicas leves ou moderadas diariamente com o animal, seja corrida ou caminhada, diminui os sintomas de estresse e o risco de desencadear o aparecimento de tumores nos órgãos.
7. Sintomas
Os sintomas variam de acordo com o tipo de tumor e o estágio da doença. Entretanto, é preciso ficar atento em relação a sinais de emagrecimento, dificuldade ao se alimentar e/ou beber, cansaço em excesso, sangramentos sem motivo aparente e problemas ao urinar e defecar. Também é preciso considerar a possibilidade de câncer quando ferimentos cutâneos ou de mucosas não cicatrizam, mesmo diante de tratamento.
8. Tratamento
Em alguns casos, a quimioterapia é o tratamento mais eficaz já que danifica as células cancerígenas que se multiplicam rapidamente, embora, ele seja agressivo ao paciente. No entanto, dependendo do estágio da doença e do tipo de câncer ele pode ser combatido pelo meiocirúrgico ou medicamentoso. Nesse caso, é importante tomar alguns cuidados ao manusear a medicação, como a utilização de luvas para administrar o medicamento e recolhimento dos dejetos evitando contato com os compostos.
Confira o vídeo da campanha https://youtu.be/S-YjFB7L0ns
*Agência Deadline

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Sindicato Rural cria o projeto REDE para aumentar a segurança na área rural

Também foram contratados 2 engenheiros agrônomos e 2 técnicos agrícolas para dar assistência aos associados

O presidente do Sindicato Rural de Morro Agudo, Alexandre Vanis Volpon durante o encontro de dezenas de associados que participavam da palestra "Controle de Pragas e Doenças", no último sábado (dia 27), apresentou o projeto REDE que tem por objetivo aumentar a segurança na área rural.
O projeto REDE é uma parceria do Sindicato Rural de Morro Agudo com a Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho de Segurança (Conseg), Secretaria de Segurança Pública Municipal, Secretaria Municipal da Agricultura  e Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP).
O presidente do Sindicato explica que o movimento em REDE surgiu da necessidade de intensificar a Segurança na área rural e estão sendo articuladas ações preventivas em conjunto visando, primeiramente evitar que o número de ocorrências aumentem no Município.
Através do projeto REDE as informações serão prestadas às Polícia Civil e Polícia Militar com maior agilidade e dados, através do contato do produtor com o Sindicato Rural. 
A divisão da área rural foi feita em quadrantes com a designação de tutores (produtores) responsáveis por transmitir informações aos vizinhos e coletar informações quando registradas ocorrências.
Serão realizadas reuniões periódicas entre as autoridades e os tutores, assim como reuniões com os moradores das áreas rurais, produtores e proprietários para a troca de informações, principalmente, no que se refere à informações preventivas.

Na oportunidade, o presidente Alexandre Volpon anunciou a assistência da  “Equipe de Qualidade” formada pelos engenheiros agrônomos Eduardo José de Lima e Marco Antônio Meirelles Pereira e os técnicos agrícolas Kaio Augusto Branco e Vagner Roberto Gonçalves que estará à disposição para eventuais monitoramentos e/ou levantamentos populacionais de pragas sphenoforus, cigarrinha, broca, nematoides, etc.
As visitas serão realizadas mediante prévio agendamento.


Mudanças no Brasil: qual o rumo a ser tomado?

*Sérgio Itamar
Muita coisa mudou do começo de 2016 até agora. As previsões já não eram muito otimistas, mas podemos dizer que as coisas deram uma piorada, não é mesmo!? A mudança do governo em abril, trouxe uma drástica transformação quando tratamos de governança. Mesmo estando no mesmo “lado”, presidente afastada e o presidente em exercício tem divergências no modo de governar, o que trouxe uma série de incertezas.
O processo de impeachment continua em tramitação, o que quer dizer que ainda podem haver mudanças profundas. O Senado ainda julgará e dará o veredito. Por isso, é preciso trabalhar com duas hipóteses, a primeira seria com a volta da presidente Dilma Rousseff, mas que está desgastada, sem apoio necessário, o que ocasionaria na falta de força para aprovar certas medidas para frear a crise instaurada. Esse cenário não seria nada bom para o Brasil, politicamente e economicamente, e por esse motivo deverá compor como um dos fundamentos da decisão do Senado pela aprovação final do impeachment.
Caso a saída da presidente seja decidida, caberá ao governo que ficará por a “casa” em ordem, que será um caminho longo e árduo. Na verdade, não creio que haverá clima político nos próximos dois anos para as reformas estruturais e profundas de que tanto necessitamos, acredito que as mudanças na política monetária e macroeconômica ocorrerão com o decorrer do tempo, com grande chance de tirar o folego da crise em que estamos mergulhados no momento, diminuindo seu crescimento e impacto.
Grandes mudanças e sacrifícios terão que ser feitos, por todas as partes, tanto das esferas públicas, quanto privadas. A instabilidade política agravada a cada medida tomada pelo novo governo fará trégua apenas após as eleições de 2018. Até lá estaremos mergulhados num processo de reinvenção diária em todos os setores, onde a visão estratégia nas empresas, de todos os portes, será mais importante do que nunca.
Outra preocupação da população é a questão da corrupção, que nos últimos anos aflorou em meio a diversos escândalos. Milhões de pessoas, empresas privadas e classe empresarial como um todo, tem reivindicado soluções e decisões drásticas para reduzir ao máximo a corrupção. Crer que a corrupção (e suas nuances) se fará ausente no futuro é acreditar em conto de fadas. O que temos que desenvolver é um sistema onde este tipo de conduta seja imediatamente identificado e punido. Sem qualquer engavetamento, privilégio, morosidade ou impunidade, e isso depende de uma série enorme de fatores e agentes públicos em todos os poderes. Esta sintonia fina, sem sombra de dúvida, ainda demorará muito tempo para se estabelecer.
Os rumos do país ainda são uma incógnita. A única coisa que se sabe é que será necessário brio e pulso firme dos governantes. A população como um todo quer mudanças e tem a esperança de dias melhores. A falta de emprego, insegurança e problemas econômicos estão deixando o povo impaciente. Porém, com o trabalho árduo de cada um, será possível mudar os rumos do Brasil.
*Sérgio Itamar é professor de análise de riscos do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), de Curitiba (PR).
**P+G Comunicação Integrada

Altruísmo e bem-estar


Quem já não sentiu uma sensação de bem-estar ao socorrer o semelhante, seja por meio de uma palavra de incentivo ou da ação incisiva de amparo e socorro? Pois bem, esse sentimento prazeroso foi objeto de estudo liderado pelo neurocientista brasileiro Jorge Moll Neto, MD e Ph.D., pesquisador do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Ele também é diretor-presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. O trabalho foi publicado na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America).
O site da Academia Brasileira de Ciências traz esta conclusão do Dr. Moll Neto: “Hoje sabemos que as boas ações estão relacionadas a um bem-estar mais prolongado do que as conquistas particulares, que têm um efeito momentâneo. Nós acreditamos que essa descoberta pode ter uma aplicação muito grande em termos de qualidade de vida e altruísmo”.
Pesquisas dessa importância trazem significativa lição, não somente por sabermos do sentimento benéfico que nos alcança, mas pelo que isso pode representar de efetivo e concreto na melhoria da sociedade. No meu ensaio literário O Capital de Deus (Editora Elevação), assevero:  O que alguns até agora não compreendem é que Caridade é sinônimo de Amor, e, por isso, a menosprezam, como se pudessem viver sem ela. E quem pode viver sem Amor? A pessoa que disser que não quer ser amada é mentirosa ou se encontra enferma, o que para mim é o mesmo. Quem mente não tem saúde boa. Porém, no Novo Mandamento de Jesus, “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35), o ser humano ama ao ser humano com o Amor que o Pai Celestial moldou como realidade divina, para que cada um de nós o siga.
Esse sentimento elevado constitui expressão sublimada de solidariedade, fraternidade, compaixão, generosidade (...) E tudo isso significa instinto de sobrevivência, pois se trata do respeito que todo cidadão deve ter para com os demais.
*José de Paiva Netto é  diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV).

O Brasil tem outra crise para resolver
*Emerson Oliveira

Em um cenário de adversidade política e econômica, aliado ao aumento da intensidade das chuvas do último verão no Centro-Sul do país, a questão da crise hídrica brasileira vem sendo considerada como resolvida por parte da sociedade.  Apesar de compreensível diante de outras graves questões presentes nos noticiários nestes dias, é preciso retomar essa discussão para que de fato consigamos reverter a tendência de exaustão de nossos aquíferos, especialmente aqueles que abastecem as maiores regiões metropolitanas brasileiras. É preciso alertar a população e os gestores públicos para as consequências desta situação, que não é nova mais tem sido agravada nos últimos anos.
Precisamos ter consciência das décadas que são necessárias para que uma floresta seja recuperada a ponto de ser útil para a efetiva proteção de nascentes e mananciais de abastecimento público. Por isso as regiões com déficits de florestas naturais precisam urgentemente de programas de replantios, enriquecimentos e proteção dos remanescentes ainda existentes, pois quando novos momentos críticos se apresentarem, não serão obras pontuais e às pressas que resolverão a situação.
Degradar as fontes hídricas é colocar em risco a própria atividade econômica do país. Apesar da água estar envolvida em todas as atividades necessárias para a sobrevivência humana, não temos cuidado desse recurso indispensável. A recente crise hídrica no Brasil nos deu uma ideia de como a situação pode se agravar rapidamente, trazendo transtornos significativos à população e, portanto, sabemos que  a questão da água está longe de ser resolvida, especialmente em São Paulo.
Julho é, historicamente, um mês de pouca quantidade de chuvas, na região Sudeste. Dessa forma, os reservatórios paulistas contam com os níveis alcançados nos meses anteriores, na estação chuvosa. O volume registrado nos últimos dias no Sistema Cantareira é de aproximadamente 47%, considerando o índice 3 informado pela SABESP, o que deve servir para abastecer o estado até que volte a chover. Nesse número não está contabilizado o volume morto, que, como o próprio nome já indica, não deve ser usado. Levar em conta o volume morto como garantia de água nos reservatórios seria como confiar no valor do cheque especial para cobrir suas despesas. É arriscado demais contar com um possível recurso externo futuro para cobrir um gasto excessivo no presente.
 É importante frisar também que o que ocorreu recentemente em São Paulo é apenas um exemplo do que acontece com frequência em outras regiões do país, como o Semi-Árido Nordestino e até mesmo algumas áreas do Sul do país, como o Alto Uruguai entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
 Dessa forma, não é possível prever a reversão do quadro da crise da água, porque diversos fatores que interferem nesse processo ainda não foram resolvidos, como o desmatamento do entorno dos reservatórios, o mau uso dos solos, a expansão urbana e a falta de tratamento dos efluentes urbanos e industriais, para citar apenas alguns exemplos.
Para garantir a continuidade do fornecimento de água é indissociável a necessidade de conservação das matas ciliares, que protegem rios e nascentes. Elas possuem papel relevante na conservação dos recursos hídricos, funcionando da mesma forma que os cílios para a proteção dos olhos. Infelizmente a situação atual é desanimadora: nossas matas estão abertas, mas nossos olhos parecem estar fechados. Prova dessa “cegueira” é o fato do retrocesso permitido pelo Código Florestal aprovado em 2012 pelo Congresso Nacional, que reduziu a proteção do entorno dos rios, nascentes e reservatórios, chamadas áreas de preservação permanente (APPs), que em alguns casos foram reduzidos para apenas cinco metros, ainda com a possibilidade de ser recuperados com a utilização de espécies arbóreas não nativas da flora brasileira.
 A maioria dos brasileiros tem hoje consciência de que a água é fundamental para a vida humana e precisa ser conservada. Todavia, sair da certeza passiva para a ação é o desafio para mudar de vez esse cenário e a relação que se tem com o recurso natural mais importante para a sobrevivência em nosso planeta.
Como de costume o poder de mudança está em nossas mãos, precisamos decidir em que vamos apostar as nossas fichas: nas florestas que nos oferecem água, alimentos, oxigênio, e muito mais ou na destruição da natureza e no consumo desenfreado que causam desiquilíbrios em toda cadeia biológica e que se refletem em prejuízos diversos à qualidade de vida na Terra, sendo o de impacto mais imediato, a escassez de água. Portanto, não podemos deixar que esse tema caia no esquecimento, sob o risco da situação se agravar ainda mais nos próximos anos. A decisão agora é nossa! Nossos filhos e netos contam conosco!


*Emerson Oliveira é Engenheiro Agrônomo, Doutor em Engenharia Florestal e Coordenador de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. 
Secretaria da Segurança Pública do Estado registrará “chassi” de bicicletas nos boletins de ocorrência


O secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, anunciou no último dia 25,  a publicação de uma resolução que visa determinar a inclusão do número de série registrado no quadro das bicicletas nos boletins de ocorrência de roubo e furto. A medida será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nas próximas semanas.
Mágino explicou que o cadastro desse dado será semelhante ao que hoje ocorre com os celulares roubados e furtados, que têm o seu número de identificação, o IMEI (International Mobile Equipment Identity), incluídos nos BOs. Desta forma, além de inibir esse tipo de crime, a iniciativa ajudará a polícia a identificar o proprietário da bicicleta quando ela for recuperada.
“O número que está gravado no quadro da bicicleta vai constar no sistema do Detecta e o patrulheiro, quando estiver na rua com o TMD [tablet], e fizer uma abordagem, consultando o número do chassi da bicicleta, vai poder verificar se a bicicleta é lícita ou não, se é produto de um furto ou roubo, e apreender a bicicleta”, ressaltou o secretário da Segurança.
Ainda durante o anúncio da medida, Mágino afirmou que “é mais uma forma de combater essa prática criminosa”. O secretário esclareceu que, se o número do quadro da bicicleta estiver adulterado, esse fato já justificará a possibilidade de o objeto ser apreendido e levado a uma delegacia de polícia. No distrito policial, a equipe poderá verificar os registros criminais da região relacionadas a bicicletas com as mesmas características.
O titular da SSP falou, ainda, que a inclusão desse número não será obrigatória para o registro da ocorrência, porém, disse que as pessoas serão aconselhadas e estimuladas a registar e guardar em casa o número de série para “permitir essa identificação da bicicleta caso ela seja recuperada”. “Essas e outras medidas serão adotadas para a gente coibir essa ação criminosa”, finalizou Mágino.

*Chello Fotógrafo

Estado vai apoiar ações da Semana da Síndrome de Down

Governador quer que secretarias estaduais se envolvam na campanha

Atendendo pedido do deputado estadual Roberto Engler (PSDB), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer envolver secretarias estaduais nas ações da Semana Estadual da Síndrome de Down. A campanha foi criada por meio da lei 16.285, de autoria do deputado Roberto Engler, e deve ser realizada anualmente, coincidindo com o dia 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down.
Em audiência realizada na última segunda-feira, dia 22, o deputado Roberto Engler solicitou o apoio do governador Geraldo Alckmin à campanha, que tem como objetivo a compreensão da disfunção genética e a inclusão da pessoa com Síndrome de Down.
 “Levei o tema pessoalmente ao governador Geraldo Alckmin, que manifestou total aprovação e tomou as providências para o envolvimento das secretarias da Pessoa com Deficiência, da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social, por meio de ações alinhadas ao objetivo da campanha”, revelou o deputado estadual Roberto Engler.
“A ideia da Semana Estadual de Conscientização da Síndrome de Down é levar a discussão da síndrome para o dia a dia das pessoas, eliminando, por meio da informação, qualquer tipo de discriminação injustificada. Por essa razão, a participação do Estado será fundamental”, afirmou Roberto Engler.
O dia 21/3  foi designado como Dia Internacional da Síndrome de Down, proposto pela Down Syndrome Internacional, porque a data, em inglês, 3/21, remete à trissomia do cromossomo 21, alteração genética ocorrida em meio à divisão celular embrionária e causadora da síndrome.
Dados estatísticos apontam que uma em cada 700 pessoas seja portadora da Síndrome de Down, o que permite concluir que cerca de 280 mil pessoas tenham a síndrome no Brasil.
Roberto Engler elaborou a proposta depois de sugestão do vereador de Franca, Adérmis Marini (PSDB), que é autor de matéria semelhante em âmbito municipal. A atuação em torno da Síndrome de Down em Franca teve como principal origem o Movimento Crer Para Ver, que reúne mães de crianças com Síndrome de Down.
“Esse ponto de partida na sociedade civil dá muito mais força às iniciativas parlamentares porque consolida as características de legitimidade das ações. É algo que parte da população como um anseio e se consolida por meio da lei e da campanha e, principalmente, por meio do resultado da campanha”, ressaltou o deputado Roberto Engler.


Combate ao Fumo – alerta a população sobre os malefícios do tabagismo

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Sendo que,10,8% dos habitantes, ou aproximadamente 22 milhões de pessoas, são viciadas em tabaco.
O fumo mata seis milhões de seres humanos por ano, cerca de 600 mil mortes são de fumantes passivos, ou seja, atingidos involuntariamente pela fumaça expelida pelos viciados.
Com intuito de conscientizar as pessoas e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro, é lembrado anualmente no dia 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data instituída em 1986, pela lei nº 7488.
“É imensa a responsabilidade dos fumantes, quanto ao esforço para abandonar um vício letal e muito prejudicial às suas famílias, à sociedade e ao nosso país, que gasta cerca de R$ 20 bilhões por ano para tratar doenças provocadas pelo tabagismo”, afirma o cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Ibraim Masciarelli Pinto.
Em todo o Planeta, há cerca de dois bilhões de fumantes. “Se não forem tomadas providências, que dependem principalmente da consciência das pessoas, a epidemia será crescente e causará a morte de oito milhões de pessoas a cada ano até 2030”, alerta o cardiologista. “As preocupantes estatísticas da OMS", ressalta o médico, “têm congruência com a realidade do Brasil, onde 10,8% dos habitantes, ou aproximadamente 22 milhões de indivíduos, são viciados em tabaco. O mais grave é que 31% das mortes atribuídas ao fumo passivo ocorrem em crianças, vítimas inocentes de um hábito insensato dos adulto".

O cardiologista ainda lembra que desde 2011, está em vigor a Lei Antifumo (nº 12.546/11), que proíbe a prática em locais públicos fechados, como ambientes de trabalho, transportes coletivos, shopping centers, restaurantes etc. “No entanto, muito mais eficaz do que a legislação é o despertar da consciência. Um exemplo da importância da mudança de comportamento é o fato de 40% das crianças, em todo o mundo, estarem expostas ao fumo passivo em suas próprias casas, nas quais as pessoas são soberanas para tomar decisões”, pondera o médico.
Por que o tabaco mata
O presidente da Socesp, Dr. Ibraim Masciarelli Pinto, explica que a fumaça dos cigarros contém 4,7 mil substâncias tóxicas. Somente no alcatrão há 40 compostos cancerígenos. A nicotina, a droga psicoativa do tabaco, causadora da dependência, aumenta a liberação das chamadas catecolaminas, como a adrenalina, noradrenalina e dopamina. Essas substâncias químicas contraem os vasos sanguíneos aceleram a frequência cardíaca e, assim, são causadoras de hipertensão arterial. O monóxido de carbono (CO), ao entrar em contato com a hemoglobina do sangue, reduz a oxigenação, podendo provocar doenças como a aterosclerose, que obstrui os vasos sanguíneos, causando infarto e outros problemas cardiovasculares. Isto ocorre porque o CO e outros componentes do cigarro facilitam a instalação de um quadro inflamatório geral no organismo, uma condição que está por trás do desenvolvimento de muitas doenças, dentre elas a própria aterosclerose.
“Não é sem razão que o tabagismo tenha relação com mais de 50 doenças”, frisa o cardiologista, citando dados da OMS: o vício é responsável por 30% das mortes por câncer de boca, 90% por câncer de pulmão, 25% por doença do coração, 85% por bronquite e enfisema e 25% por derrame cerebral. “São inúteis medidas paliativas, como trocar o cigarro por charutos ou cachimbo. Os males de inalar a fumaça e as substâncias tóxicas são os mesmos. Por isso, é fundamental o esforço de cada um para largar de fumar, pois evitar a morte é um dever filosófico e ético de todos os que desfrutam o milagre da vida”, conclui o presidente da Socesp.
*Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação